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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Qué hacer en Arequipa

Numa voltinha pela Plaza de Armas é possível agendar todos os tipos de passeios em uma das agências de viagens que existem por lá. Pesquise, pergunte por referências antes de agendar. É comum de algumas agências fazerem passeios em parceria com outras, e, com isso, acabam cobrando taxas maiores.

De Arequipa, as viagens mais comuns são para o Canyon del Cólca, com uma ou duas noites em Chivay ou, ainda para o Canyon de Cotahuasi. No verão, também há muita procura pelas praias, como Mollendo. Como adoradora do mar, fui para Mollendo em julho mesmo. A viagem dura cerca de duas horas e o ônibus custa 10 soles (não é necessário ir com agência). Não foi uma boa ideia porque estava muito frio, tempo nublado, e mar geladíssimo! Mas o lugar é muito bonito e, com um solzinho, com certeza vale a viagem.

Monastério de Santa Catalina
Para os que não querem sair da cidade e fazem o tipo turismo cultural, há muito o que fazer: visitar a Catedral, os claustros jesuítas, a igreja de São Francisco, as mansões coloniais e, claro, o Monastério de Santa Catalina. Esse é o único mosatério no mundo que possui uma ciudadela. Durante o tour, que pode ser feito com ou sem guias, conhecemos os claustros onde as freiras e noviças ficavam, como elas preparavam sua comida, onde lavavam roupa, onde oravam e, até mesmo, onde eram enterradas depois de mortas. Uma noviça entrava no monastério com treze anos e nunca mais saia de dentro daquelas paredes. A família só sabia sobre a morte por carta. O cemitério hoje está desativado e funciona como uma horta.

As visitas podem ser feitas durante o dia, ou à noite. Eu tive o prazer de fazer os dois, pois havia um concerto de música clássica gratuito acontecendo no monastério à noite. Enfim, é um lugar lindo, calmo e cheio de história.

Se você, assim como eu, é fascinado por história, não deixe de conhecer Juanita, a princesa dos Andes.  Ela foi encontrada congelada a 6.312 metros de altura, sobre o topo do vulcão Ampato e a uma temperatura de 20° negativos. Estima-se que ela tenha mais de 500 anos. Ela foi uma oferenda para a montanha. Desde 1995 ela não habita mais Apu Ampato. Agora ela fica no Museo de la Universidad Católica de Arequipa, próximo a Plaza de Armas.

Passeio de cavalo. Ao fundo, El Misti.
Para os mais esportivos Arequipa também tem muito a oferecer: rafting pelo rio Chilli, trekking pelos vulcões, escalada, passeios de bike e a cavalo também são muito procurados. Euzinha decidi conhecer o vale do Chilli a cavalo. Foi uma delícia. Aí do lado estão eu, meu companheiro Raio, a Dai e o companheiro dela, Trovão. Sim, esses são os nomes dos cavalos!

Se você depois de fazer tudo isso ainda quiser passar a noite por aí, então vá para a calle São Francisco. Há diversas opções de barzinhos e baladinhas. Fica minha dica pela Forum: http://www.forumrockcafe.com/. O ritmo é o reggaton, mas, de vez em quando rola até umas músicas brasileiras.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Ari quipai: "Si, aquí me quedo"

Arequipa é uma palavra de origem quechua. Ari, significa si e quipai significa quedarse, permanecer. Conta a lenda que um grupo de viajantes passava por essa região e, já estafados com o calor e clima seco do deserto, estavam a se render, quando encontraram o rio Chilli. Um dos viajantes perguntou ao seu líder se podiam quedarse alguns dias nessa região para recuperar suas forças. Foi quando seu líder disse "Si, aquí me quedo".

Catedral de Arequipa
Experimentei essa mesma sensação ao chegar em Arequipa. Para uma viajante já cansada do tempo frio e seco de Cusco e de Puno, a cidade é como um refúgio. O clima também é muito seco, pois ela fica numa região de deserto. Mas o rio Chilli, que fecunda a terra que retribui em plantações verdinhas e delicadas, ameniza essa sensação e o que fica é um calorzinho agradável durante os dias de inverno. A noite é gelada e o céu é de um azul profundo. Tive a companhia da lua cheia nas quatro noites que me quedei por lá. 
 
Arequipa fica a 2200 mts de altitude, ainda alto, mas bem menos que Cusco ou Puno. Em uma simples volta pela Plaza de Armas já e possível entender por que a todos a conhecem como a "cidade branca". As construções são imponentes, nada de pedras como em Cusco. Aqui quase tudo é feito com sillar branco ou rosado, que deixam a cidade um charme só!


Sillar é uma pedra de origem vulcânica. Nada mais perfeito para essa cidadezinha que é observada por três montanhas vivas: El Misti, Chachani e Pichu Pichu são os três vulcões que dão à Arequipa o cenário perfeito! Não há como duvidar de Pacha Mama!


Mirante dos vulcões: Chachani
 Aos mais aventureiros, é possível fazer escalada, caminhada ou passeio de 4x4 pelos vulcões. Também há passeios de bike nos arredores e rafting pelo Chilli. Tudo é muito fácil de agendar: há inúmeras agências de turismo na Plaza de Armas. Eu me arranjei no hostel em que fiquei.

Um jeito legalzinho de conhecer a cidade é com o BusTour, um ônibus turístico que apresenta os principais pontos em trajetos de 2 a 4 horas. Um ponto forte do passeio é o entardecer em Sabandía. Aqui é possível fazer passeios a cavalo. Eu preferi reservar outra tarde para isso e escolhi o vale do Chilli como trilha.